INT espera fechar 2013 com contratos da ordem de R$ 20 milhões via Embrapii

C&T e Inovação e Economia - BR

Com cinco contratos de desenvolvimento de projetos de inovação já firmados com empresas por meio do programa da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), o Instituto Nacional de Tecnologia (INT) espera fechar o ano com cerca de 25 projetos em andamento. O número deve representar R$ 20 milhões investidos em inovação tecnológica.

Crédito: Afonso Lima/SXC.huCrédito: Afonso Lima/SXC.huA perspectiva foi traçada pelo diretor do INT, Domingos Manfredi Naveiro, em entrevista exclusiva ao Informe ABIPTI. De acordo com ele, 2013 será um ano importante para a consolidação da Embrapii. “Estamos muito esperançosos, principalmente depois do anúncio de que a Embrapii será uma organização social (OS). Ela traz como novidade a agilidade que o mercado necessita quando se fala em inovação. É fundamental termos a possibilidade de negociar diretamente com as empresas com responsabilidade e sem burocracia”, afirmou.

O INT é uma das três entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação (EPDIs) credenciadas pela Embrapii. Na carta de clientes, estão as empresas como Lanxess Elastômeros do Brasil, Vallourec & Mannesmann do Brasil, Mahle Metal Lev, Elekeiroz e Oxiteno. 

Pelo menos 55 projetos de inovação já foram prospectados com as empresas clientes e a tendência, de acordo com o INT, é que aumente. “Estamos sendo procurados por empresas com novos projetos de inovação. São projetos que não foram prospectados, mas que têm grande chances de desenvolvimento e aprovação. Temos a expectativa de fechar o ano com algo em torno de 20 a 25 projetos fechados”, diz o presidente do INT.

Até o momento, os contratos firmados requerem o investimento de R$ 8 milhões. Domingos Manfredi acredita que até dezembro esse valor deve chegar na casa dos R$ 20 milhões, sendo 50% investido pela Embrapii (com recursos não-reembolsáveis) e 50% pelas empresas. Ao INT cabe os custos dos laboratórios, equipamentos e recursos humanos do instituto.

“A gente incorpora e treina a equipe. Ganhamos conhecimento, além de ampliar a carteira de projetos com as empresas, fomentando a inovação no setor produtivo e no próprio instituto. Essa é a oportunidade para nos integrarmos ao movimento empresarial na busca da inovação”, lembra Manfredi.

Organização Social e orçamento

Após quase um ano atuando como projeto piloto, a Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii), teve o modelo de gestão definida. Ainda neste semestre, o MCTI vai fazer o anúncio oficial de que ela funcionará como uma organização social (OS).

O molde é o mesmo dado à Associação Brasileira de Tecnologia de Luz Síncrotron (ABTLuS) e ao Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), que têm mais flexibilidade para desenvolver planos de carreira, fazer compras e fechar contratos sem burocracia por exemplo.
Para Manfredi, a Embrapii veio preencher uma lacuna no investimento em inovação. “O próprio mercado fica surpreso ao saber que agora se eles alocarem dinheiro o projeto já está aprovado. Mas se eu falar para um empresário que percebeu a possibilidade de ter um novo produto que vamos apresentar o projeto quando tiver um edital aberto ele vai embora. O mercado não gira assim”, destaca.

A fase de conclusão do projeto piloto da Embrapii terminha em julho. Além do INT, as outras EPDIs credenciadas pela instituição são: Instituto de Pesquisa Tecnológica (IPT-SP) e Centro Integrado de Manufatura e Tecnologia (Cimatec/Senai). Os investimentos previstos pelo MCTI são de R$ 750 milhões para 2013 e 2014, sendo R$ 250 milhões do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT) e R$ 500 milhões dos parceiros envolvidos.

Em dezembro, o grupo de trabalho que avalia a Embrapii informou ao MCTI que seria necessário o aporte R$ 40 milhões para as propostas acolhidas até o momento. Entre todas as iniciativas apresentadas, 90% possuem uma característica de inovação incremental (melhoria) e 10% se apresentam como inovação radical.