Cerimônia premia projeto da nova estação antártica

C&T e Inovação e Economia - BR

A Marinha do Brasil (MB) e o Instituto de Arquitetos do Brasil (IAB) entregaram os prêmios aos projetos selecionados no concurso público de arquitetura para reconstrução da Estação Antártica Comandante Ferraz (EACF), que teve grande parte das instalações destruída por um incêndio em fevereiro de 2012. O evento ocorreu na última semana, na Escola Naval da Marinha, em Brasília.

O projeto vencedor foi idealizado pelo arquiteto e urbanista Fábio Henrique Faria, do Estúdio 41, de Curitiba. O arquiteto Emerson Vidigal, que faz parte da equipe, apresentou os detalhes do trabalho vitorioso dentre as 74 propostas apresentadas por escritórios de todo o País.

De acordo com Emerson Vidigal, os setores funcionais serão organizados em blocos. O superior abrigará os camarotes, áreas de serviço de jantar/estar. No bloco inferior, serão incorporados os laboratórios e as áreas de operação e manutenção. Este mesmo espaço contemplará as garagens e o paiol central. Outro bloco transversal reunirá espaços para uso social e trabalho. No local, também serão posicionadas sala de vídeo/auditório, lan-house, sala de reuniões/videoconferência e biblioteca.

O projeto, com área estimada de 3.200 metros quadrados, foi pensado por módulos em dimensões de contêiner para facilitar a fabricação, o transporte e a sua montagem no continente antártico. Outro aspecto considerado foi a diferenciação de temperaturas para áreas de convívio, de depósito e de manutenção.

Fábio Henrique Faria acrescentou que a proposta também se ateve às solicitações do termo de referência do concurso no aspecto da segurança. Estão previstas 12 saídas de emergência, além do isolamento de riscos, de sistemas de prevenção contra incêndio, como sprinklers e proteção através de gases e paredes “corta-fogo”. “Para evitar que no caso de um incêndio o fogo se propague pela estação e que qualquer acidente venha acontecer novamente”, explica.

Premiação

Além do prêmio de R$ 100 mil, o primeiro colocado será contratado para realizar adaptações nos estudos preliminares, fazer o anteprojeto e os projetos executivo e complementares, além de acompanhar todo o processo licitatório da obra de construção da nova estação. Este contrato custará cerca de R$ 5 milhões.

(Agência Gestão CT&I de Notícias com informações do MCTI)