Falta ao Brasil trilhar um caminho entre as empresas e universidades, afirma ministro

C&T e Inovação e Economia - BR

Ministro Raupp afirma que as EPDIs são fundamentais para o crescimento do país. Foto: Bruno Spada/Tripé FotografiaMinistro Raupp afirma que as EPDIs são fundamentais para o crescimento do país. Foto: Bruno Spada/Tripé FotografiaO ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Marco Antonio Raupp, afirmou que o atual panorama da ciência brasileira poderia ser melhor. Durante a abertura do Congresso ABIPTI 2012, realizado ontem (14), em Brasília (DF), ele destacou que faltou ao país trilhar um caminho entre as universidades e empresas.

“Esse são dois mundos que cresceram separados”, afirmou. Raupp comparou os índices de publicações científicas ao Produto Interno Bruto (PIB) para mostrar a evolução do Brasil. “Ocupamos lugares relevantes na produção científica mundial e a nossa base industrial também é forte. De todos os artigos científicos publicados 2,5% é de responsabilidade brasileira e no PIB mundial temos mais ou menos o mesmo índice. São dois mundos que ainda não se encontraram”, disse.

Na sua opinião, essa distância se deve à história industrial brasileira, que se baseou no modelo de importação de equipamentos e de estímulo a empresas internacionais. A consequência da pouca demanda empresarial por tecnologias, nas décadas de 1950 e 1960, impediu o crescimento de setores importantes para a economia do Brasil.

“Os raros setores que apresentaram demandas, entre eles aeronáutica, petróleo e agricultura, antigiram um bom desenvolvimento de tecnologias e inovação brasileira. Todos esses setores tiveram a participação de entidades de pesquisa, desenvolvimento e inovação [EPDIs] nesse processo”, destacou.

Para Raupp, essas instituições são fundamentais para atender ao tema do evento – “Tecnologia para um Brasil inovador e competitivo” – e consolidar o desenvolvimento sustentável dos pontos de vista econômico, social e ambiental. “Minha visão prática e minha experiência mostra que as EPDIs têm uma missão importante a fazer: criar estradas e elevar a capacidade de conversa entre a academia e empresas. Isso vai impulsionar o crescimento do Brasil”, garantiu.

Também participaram da abertura do Congresso ABIPTI 2012, que segue até amanhã (16), o secretário executivo do MCTI, Luiz Antonio Elias; o presidente da Finep, Glauco Arbix; o presidente do CNPq, Glaucius Oliva; o secretário de inovação do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Nelson Fujimoto; o presidente da Federação das Indústrias do Estado do Amazonas, Antonio Silva; o diretor-presidente da Embrapa, Pedro Arraes, vice-presidente da ABIPTI pela região Centro-Oeste; o presidente do Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro), João Jornada; a diretora-presidenta da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), Maria Olívia Simão; e o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação da Marinha do Brasil, almirante Wilson Barbosa Guerra.