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O avanço da ciência, tecnologia e inovação brasileira está atrelada à construção de uma base para pesquisadores e empresas inovadoras. A avaliação é do coordenador geral de Micro e Nanotecnologias do MCTI, Flavio Plentz.
De acordo com ele, a infraesturura de pesquisa do país precisa melhorar. “O Brasil tem que dar esse passo, tem que criar uma infraestrutura que permita, tanto ao pesquisador industrializar a tecnologia, como às empresas terem acesso a uma rede de conhecimento para converter ideias de seus setores de desenvolvimento em produtos”, afirmou o físico que assumiu o cargo no MCTI nesta semana.
Ele fez questão de destacar que o país avançou muito nos últimos anos, mas que os principais avanços virão em um momento de maturidade do cenário nacional. “Nos últimos anos, o Brasil deu um salto muito grande em formação de recursos humanos, em produção de trabalhos científicos e em publicação de artigos”, disse. “Se não está completamente consolidado, esse sistema está em um patamar muito melhor do que ocupava em um passado recente”.
O coordenador tem a expectativa de que o Sistema Nacional de Laboratórios em Nanotecnologias (SisNano) promova a interação entre pesquisadores e empresas que trabalhem com matérias em escala atômica. A próxima etapa para a implantação do SisNano deve ocorrer no fim de agosto, quando o Comitê Consultivo de Nanotecnologia vai analisar as primeiras propostas de instituições interessadas em compor a rede.
Graduado em física pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) em 1985, Plentz fez mestrado e doutorado pela Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), em 1989 e 1993, e pós-doutorado no Massachusetts Institute of Technology (MIT), em 1995. Ele é professor da UFMG, com formação em física de semicondutores e atuação recente com nanomateriais de carbono, além de técnicas de micro e nanofabricação.
(Agência Gestão CT&I de Notícias com informações do MCTI)