Mapear áreas de valor agregado para produzir tecnologia ainda é problema para países latinos

C&T e Inovação e Economia - BR

Os países latino-americanos ainda não encontraram uma vocação sustentável para o desenvolvimento tecnológico.  O diagnóstico é da Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (Cepal), que, na semana passada, realizou um seminário sobre tecnologias de informação e comunicação (TICs) e o desenvolvimento produtivo no continente.

De acordo com o levantamento, os países não sabem com clareza quais segmentos da economia agregam mais valor e que devem ser mais bem explorados. A produção de novas tecnologias traz o desafio de não agravar a desigualdade da América Latina e do Caribe.

“Um dos principais desafios enfrentados pela região é geralmente o alto nível de heterogeneidade. Na América Latina e no Caribe há um setor muito pequeno que incorpora tecnologia moderna e compete em pé de igualdade com empresas do mundo desenvolvido e o mundo emergente”, avaliou o oficial de Assuntos Econômicos da Divisão de Produtividade e Gestão da Cepal, Sebastian Rovira.

De acordo com Rovira, a heterogeneidade torna difícil identificar quais segmentos de mercado podem ser mais bem explorados. “Alguns países têm espaço para avançar no desenvolvimento de novos combustíveis e energia, outros nas indústrias criativas. Alguns podem se posicionar no turismo e outros como melhores produtores de alimentos”.

Rovira destaca que esses fatores são os motivos para explicar o atraso no desenvolvimento do países da América Latina. Para o oficial da Cepal, a vocação tecnológica poderá ser encontrada com políticas industriais focalizadas e articuladas com a política de ciência, tecnologia e inovação.

(Agência Gestão CT&I de Notícias com informações da Agência Brasil)