Fiocruz libera mosquitos Aedes com bactéria Wolbachia no Rio de Janeiro

C&T Saúde - BR

 

A Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) iniciou nesta semana a liberação de mosquitos Aedes aegypti com a bactéria Wolbachia, em larga escala, no município do Rio de Janeiro. A iniciativa faz parte das ações do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil (EDB), que amplia, gradativamente, a área de liberação destes mosquitos na cidade.


O método constitui uma alternativa autossustentável pois, no cruzamento com mosquitos de campo, a fêmea transmite a bactéria aos seus filhotes e, naturalmente, a Wolbachia se perpetuará nas gerações futuras dos mosquitos. As técnicas empregadas pelo EDB não envolvem modificações genéticas, nem no Aedes aegypti e nem na Wolbachia, não provocam a supressão do mosquito, e sim, a substituição de uma população que transmite dengue, zika e chikungunya por outra que não oferece risco à população.


Dez bairros da Ilha do Governador serão atendidos nessa etapa da expansão: Ribeira, Zumbi, Cacuia, Pitangueiras, Praia da Bandeira, Cocotá, Bancários, Freguesia, Tauá e Moneró. Na sequência, toda a Ilha do Governador será coberta. Após a conclusão do trabalho na região, o projeto EDB se expandirá para outras localidades da cidade do Rio de Janeiro, nas zonas Norte e Sul. A liberação de mosquitos será encerrada até o final de 2018 e, ao término do processo, a expectativa é que as áreas beneficiadas pelo projeto reúnam cerca de 2,5 milhões habitantes.


De acordo com a Fiocruz, ao dar início a essa nova fase do projeto Eliminar a Dengue: Desafio Brasil, os pesquisadores da entidade, em parceria com outras instituições, reforçam suas apostas em iniciativas inovadoras e buscam, por diferentes prismas, enfrentar uma doença que traz problemas ao país.


“Este projeto é uma clara demonstração de que a inovação tecnológica pode contribuir para a superação de graves problemas de saúde pública, como as doenças que têm o Aedes aegypti como transmissor", ressalta a presidente da Fiocruz, Nísia Trindade Lima.


A verificação da presença da Wolbachia nos mosquitos é feita por meio da análise em laboratório dos mosquitos que são capturados, semanalmente, pela equipe do EDB. As armadilhas de mosquitos ficam instaladas na residências e comércios de moradores ou trabalhadores nas áreas, que aceitam participar voluntariamente como anfitriões, formalizando sua parceria junto ao EDB.


Para mais informações, acesse o site do Eliminar a Dengue: Desafio Brasil.


(Agência ABIPTI, com informações da Fiocruz)