Estudo mostra que infecção anterior pelo vírus da dengue não agrava zika

C&T Saúde - BR

 

Um estudo publicado na revista Clinical Infectious Diseases mostrou que uma pessoa infectada pelo vírus zika depois de já ter tido dengue não apresenta necessariamente um quadro mais severo da doença do que alguém que não teve contato com o vírus da dengue. A pesquisa foi realizada com 65 pessoas que moravam em São José do Rio Preto, no norte do estado de São Paulo, e teve apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp).

Esse é o primeiro trabalho a indicar que, em seres humanos, uma infecção prévia por dengue não leva necessariamente a um quadro mais grave de zika. Em estudos anteriores, realizados somente com células e com roedores, houve a indicação que o fato de uma infecção anterior por dengue potencializaria os efeitos do vírus zika. Segundo a Fapesp, o estudo sugere que o que ocorre com células in vitro e roedores pode não acontecer com seres humanos.

De acordo com o estudo, quando surgiu a epidemia de zika, surgiram suspeitas de que a infecção prévia por dengue pudesse originar quadros mais graves, como ocorre na dengue hemorrágica. Conforme os dados divulgados pela Fapesp, cerca de 90% dos casos de dengue hemorrágica atingem pessoas que já tiveram dengue antes e são infectadas por um subtipo diferente do vírus. O que ocorre é que os anticorpos produzidos pelo sistema imunológico contra um dos subtipos da dengue nem sempre consegue neutralizar o outro de maneira eficaz.

(Agência ABIPTI, com informações da Agência Fapesp)